quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Abondonei...

...o blog, porque não faz mais sentido.
Nem o título, nem a biografia.
Hoje eu busco estar acima da média. Embora eu ainda não esteja, minha mediocridade não é, de fato, voluntária.
No momento ela estaria mais para consciente.
Por mais que eu saiba das minhas limitações. Vou fechar os olhos para o realismo e me permitir usufruir do romantismo utópico de que eu me tornarei alguém melhor.
Se eu fracassar, retorno a tudo isso
E volto a reclamar mais uma vez.

domingo, 6 de novembro de 2011

Eu não sou sexista!

Quem me conhece sabe que desde sempre eu tiro sarro, brinco e falo que sou homem.
E por incrível que pareça, isso amenizou depois que eu comecei a treinar Parkour. Pois eu reconheci minhas dificuldades 'de mulher' na prática. E isso nunca foi motivo pra eu desistir, muito pelo contrário. Eu acredito que as dificuldades (da vida, como um todo) existem para incentivar. Pois tudo que é muito fácil, perde a graça.

Admiro as meninas que treinam Parkour. Admiro porquê ainda somos minoria.
Mas eu não sou sexista. Sei que tem muita menina que está na cena, mas não treina!
Confesso que to cansada de receber elogios não merecidos, só porquê sou traceuse.
Parece que toda mulher que aparece merece uma medalha só por participar de encontros e treinos de Parkour, sendo que o que eu mais vejo é mulher parada. 
Eu sei que a maioria das meninas 'do parkour' não treinam certo. 
To no Parkour há (mais ou menos) 2 anos e meio, mas eu comecei a treinar só depois que voltei do 2° Encontro Feminino em São Paulo (Janeiro desse ano). Antes eu não treinava abdominal porquê não gostava, não treinava precisão porquê achava fácil, não treinava vault porquê achava moda.
Ainda bem que depois do encontro eu cai na realidade e vi que não se evolui nada da noite pro dia. Tem que treinar! E tem que treinar certo! E tem que treinar de tudo!
Ainda bem que as pessoas mudam de opinião, ainda bem!


Desde 2009 até esse ano, eu fui a única traceuse da minha cidade. E eu tinha orgulho disso.
Hoje eu agradeço aos 'moda' que recebi no início. Aos 'cala a boca e faz de uma vez' que eu tive que escutar. E principalmente aos 'Para de ser mulherzinha!'. Porque se tem alguma coisa que eu aprendi nesse tempo é que Parkour não é pra mulherzinha! Parkour é pra mulher de verdade!


Mulherzinha é aquela que começa a treinar porquê o namorado treina e quando o namoro termina para de treinar!
Mulherzinha é Maria-Mureta (Sim! Maria-Mureta!)
Mulherzinha é aquela que inventa desculpa pra não treinar certo!



Mulher de verdade...
Não se ofende com os 'moda', 'maria-mureta', 'fraca', e 'fresca' que recebe. Porquê sabe que não é verdade.
Mulher de verdade é perfeccionista e crítica na sua movimentação.
Mulher de verdade sabe das dificuldades que tem. E aceita dicas e opiniões para amenizá-las.

Então meninas. Que fique bem claro:
Ninguém quer que sejamos homens para sermos respeitadas. Respeito se conquista! Ninguém vai te respeitar se você não merecer! Tanto no Parkour, como no seu trabalho... na sua vida. Não almeje respeito porquê você é menina. Almeje respeito pelo que você faz de correto. Mostre o que você faz de correto!
Aliás, não mostre. Faça por você! Treine por você! Que além da satisfação que se tem consigo mesma, tem mais o reconhecimento alheio, que vem de bônus. Isso! Reconhecimento é uma consequência! E não a causa do seu treino!

O Parkour me tornou mais feminina. Me tornou Mulher com M maiúsculo.
E é isso que ele precisa. De mulheres de verdade.
Então você 'mulherzinha' (isso se enquadra a homens também) criada a leite com pêra. Toma vergonha e treina certo!
E é isso que eu vou fazer agora: Treinar! E sozinha!
Porquê eu também não sou da galera do Parkour Teórico. Que só fica escrevendo textos sobre a prática e não vive o Parkour de verdade.


Fica o recado: 
Meninas, parem de ser mulherzinhas!
E meninos, não nos supervalorizem! Que a gente é capaz de fazer por merecer!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Ele não me balança mais...

- Mas depois você não sentiu nada?
- Então, fica um arrependimento por tempo perdido. Por ser desnecessário...
- Mas na hora você quis.
- Sim, mas depois não fez diferença. Não faz falta. Não faz nada. É insosso.
- Que bom.
- O fato é que eu fico enjoada depois. Não como direito por uns 3 dias.
- Ele mexe contigo de uma forma ou de outra.
- Mexe no estômago? É, eu devo usar mais isto do que aquele tal de coração.
- Borboletas no estômago.
- Haha! Nunca será!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Até tu, Insônia?

Se eu, logo eu. Eu que não escuto celular tocar de madrugada, eu que cochilo em filme de suspense, eu que quando me estresso só penso em dormir; tenho insônia. É sinal de que tem que ver isso aí.
Eu não queria discutir. ainda mais pelos mesmos motivos.
A falta de assunto é tanta que a discução é a única forma de manter contato. Continuar presente
É a impressão que eu tenho.
Mas de fato, eu cansei. Discutir me deu até preguiça.
E não era minha intenção ofender ninguém, e pra mim foi tudo um mal entendido.
Então eu até pensei em voltar e pedir desculpas. Dar meia volta ao assunto para explicar o que eu disse, o que eu realmente quis dizer.
Foi então que eu percebi. Que essa frase sem desculpa. Esse mal entendido injustificável seria assim a justificativa de um casual distanciamento premeditado.
Não era esse o plano? Se distanciar?
É, eu sei. Eu faço mal. Então, não é essa a solução?


Mia Wallace: Don't you hate that?
Vincent: Hate what?
Mia: Uncomfortable silences. Why do we feel it's necessary to yak about bullshit in order to be comfortable?
Vincent: I don't know. That's a good question.
Mia: That's when you know you've found somebody really special: you can just shut the fuck up for a minute and comfortably share silence.
(Pulp Fiction)

domingo, 12 de junho de 2011

E agora José?

Não lembro se comentei por aqui, mas já faz um pouco mais de 3 meses que eu não trabalho mais em shopping, saí da Oi e barará.

É engraçado,
Na realidade eu sou engraçada.
Desde o início dessa coisa toda eu já estava pensando no fim.
Eu queria sair de lá, não era a minha área, eu gastava muito meu tempo em uma coisa que eu não gostava. Deveria estar super feliz e pular de alegria. Afinal era isso que eu queria.
Mas não foi bem assim que aconteceu. A dona Maria aqui que vos fala quando recebeu a notícia se deu ao luxo de até ficar triste. Bateu uma saudade antecipada, uma agonia... Me lembrou até aquele pagode mil novecentos e noventa e alguma coisa:
'Me diz o que que eu vou fazer com essa tal liberdade?'

Mas depois eu me acostumei. 
Dormi melhor, esvaziei a cabeça. Fiquei bem. 

Tracei alguns objetivos, e antes que eu pudesse começar a colocá-los em prática...
Surgiu a possibilidade de fazer o que eu mais queria (ou achava que sim): trabalhar com Ginástica Rítmica.
Bateu insegurança, receio e eu não tenho experiência como professora, como que se aprende? Mas será que eu dou conta? Como se porta na frente de crianças? Eu sou muito grossa com elas? E se eu for boazinha demais?

'Faça aquilo que você não sabe, como se você soubesse.'


E antes que eu pudesse me acostumar com a nova rotina. a consciência (vulgo: Mãe) pesou para um lado que eu não havia notado.
Talvez não fosse o momento de eu 'estagiar'
Talvez eu estivesse colocando os pés pelas mãos e deixando de lado outros objetivos mais urgentes.
Mas e se eu deixar pra colocar em prática o que eu aprendi muito depois? sabe chegar num ponto que eu adquiri tanto conhecimento que eu não vou saber onde executar.
E talvez a decisão correta não fosse a mais fácil de se tomar.
E a que seria errada, porém proveitosa, não fosse a mais fácil de executar.
E me deu um nó tão grande. E uma indecisão tamanha.
E agora José?

Resolvi escutar a minha consciência, que na realidade não é bem 'consciência' e sim um pensamento voluntário do que é certo por valores morais, sociais e etc. Que ilusoriamente não parece ser voluntário.
E não era isso que eu tava falando no texto todo. Sobre consciência. Psicologia? Que? Oi?
Desisto. Mas não porque desistir é fácil. Pra mim desistir é mais difícil.
É que não convém.
Ao menos agora.
Não convém.



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Louça pra lavar

- Então estamos de acordo que na família de vocês é necessário mais organização... Sendo assim iremos separar tarefas domésticas e todos irão colaborar para o bem estar da casa, ok?


Considerando o fato que ela não é de fato psicóloga, e sim terapeuta. Ao meu entender fazer tarefas domésticas são terapêuticas. Correto?
Talvez não.

Não estou bem certa de muita coisa, talvez eu nem queira estar. Talvez seja aquele meu desinteresse típico por aquilo que eu não conseguiria compreender com facilidade.
Pessoas
Desisto de todas elas
Já desisti de mim mesma há muito tempo então...
Reticências.
É tão mais fácil desistir de qualquer tipo de relacionamento quando ele entra em crise.
Apatia, desapego, auto-suficiência?
Talvez não.

O fato é que na tal da terapia, além de outras tarefas, eu fiquei com a louça pra lavar. E apesar de ter pessoas que detestem, eu aprendi a gostar.

Existem pessoas que são tipo louça suja.
Pode não ser tão agradável se livrar delas, mas depois vem o alivio de tirar todo o entulho que estava ocupando espaço...
Espaço que já vai ser ocupado, por mais louça suja.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Justificável e passageiro

- Bom Raíssa, pelo teste você apresenta muitas dúvidas quanto ao seu futuro, mas não se preocupe que isto é justificável pela sua idade...
Eu já perdi a conta de quantos consultórios psicológicos eu já visitei...
- ... neste outro teste verificamos se o paciente está com depressão...
... não dá para generalizar psicólogos, alguns são mais para terapeutas outros gostam de perguntar, outros começam querendo que você se defina em 'algumas palavras'
-... não é uma depressão grave, mas já passou do estágio de tristeza, devemos prestar atenção sobre isso ok?
... mas de fato todos eles são demasiadamente pacientes. E o tom de voz de todos me dá muito sono.

Digamos que minha rotina tenha mudado um pouco (graças a Deus).
Não estou mais trabalhando na Oi e acreditem se quiser eu saí de bem com todo mundo lá. Acredito que amadureci bastante nesses longos 9 meses de empresa.
Estou só indo pra aula, treinando, dançando e até (por que não?) indo para baladas.
Sertanejo? Pop Rock? Hip Hop? Techno? É aquela coisa que já comentei aqui; tenho falta de senso crítico. Mas admito, não gosto. Ver todas aquelas meninas vestidas com as mesmas roupas e todos aqueles caras com as mesmas intenções e tudo aquilo mesmo parecendo sempre o mesmo de forma diferente. Me cansa e eu tenho preguiça das pessoas. Tenho preguiça até de mim. De existir, tenho preguiça de existir

A psicóloga está certa, eu ando triste por esses dias. Confio nas mesmas pessoas e me decepciono pelos mesmos motivos. Ando um pouco chateada mas não tenho vontade de chorar, tenho vontade de ficar um pouco na minha...
- A Raíssa tá quieta hoje... o que aconteceu?
- To com sono...

Me peguei esses dias lendo (A)tentados do Martin Crimp, é uma peça pós-dramática que apresentei no 3° ano. Me deu saudades do Grupo de Teatro Amador. Me deu saudades do colégio... sabe? Esses sentimentos normais que todo mundo tem. Abre parênteses: o telefone está tocando e eu não quero atender. Não atendi. Parou. Fecha parênteses. 


Talvez eu só esteja um pouco confusa. Talvez seja uma crise de auto-estima momentânea e eu precise de atenção. Mas isso tudo é passageiro e justificável.
Justificadamente sem motivo eu queria um abraço neste momento. Obviamente não seria de quem eu talvez esperaria que fosse. Mas eu não me importaria, como de costume, minha falta de senso crítico não me permitiria me importar com uma futilidade destas.

Pronto, passou.

- É tipo engraçado e é tipo triste.
Acho que é tipo agridoce
Acho que é uma dessas coisas tipo que agridoces, uma dessas coisas de rir por entre lágrimas.
Martin Crimp  -  Tipo engraçado - (A)tentados